Friday, March 26, 2010

(Not) all the good things come to and end

Não foi preciso muito tempo depois de chegar a Barcelona para perceber que o Erasmus, além de ser o nome do programa, era uma experiência que não ia acabar ao fim dos 10 meses que estavam no papel; ia continuar, depois de Barcelona, em Barcelona, e além fronteiras... Porque Erasmus são (também/ sobretudo) as pessoas. Eu tive a sorte de estar numa cidade como Barcelona, mas acredito que em muitos outros sítios (não tão fantásticos, cheios de vida e de ofertas culturais e a todos os outros níveis) o que faz realmente o erasmus são as pessoas. E isto porque até no meu caso elas foram o grande "desafio". Elas foram experiências enriquecedoras, a maior parte óptimas (outras menos boas) - foram (re)encontros, relações intensas de partilha e identificação, relações mais pontuais de festa e diversão, amizades únicas... Enfim, a nossa vida passa de facto pelas relações com os outros e o proveito que tiramos das coisas também. E sobretudo quando estamos longe, fora da nossa "zona de conforto", sem os amigos a que estamos habituados, vemo-nos "obrigados" a partilhar as coisas com aquelas pessoas. E porque isso tem um valor incalculável - aquelas noites com as italianas, a viagem com os belgas, as confissões com a L. e a E. e tantos outros momentos...
Barcelona deixou, sem dúvida, marcas. Saudades - e ainda bem que esta palavra existe no nosso vocabulário. Ontem foi um daqueles dias - em que poderia ter saído pela Gràcia, tomado um café na Plaza del Sol e andado por aí... o pensamento leva-me até lá muitas vezes. E ontem foi um desses dias. (Aquela casa, o chegar a casa...)
E por isso, e muito mais, amanhã vou em busca de algo que apazigue estes sentimentos - as pessoas. Depois de ter visitado a W., o C. e o T. na Bélgica, logo em Junho, de ter tido os alemães cá em Julho, e de ter ido a Barcelona em Dezembro, já era tempo de matar o bichinho. Desta vez, Munique - para conhecer, encontros & reencontros (com a L. e a E. e com quem está fora também)... E já agora aproveito, e dou ali um saltinho à Áustria, como quem não quer a coisa (Salzburgo).
Ora então até já.

Thursday, March 25, 2010

Wednesday, March 24, 2010

Sunday, March 21, 2010

Saturday, March 20, 2010

Irritam-me

pessoas demasiado terra-a-terra; com os pés demasiado presos ao chão.
É que aquelas tretas de sermos livres para sonhar e dar asas à imaginação, até resultam. E tenho cá a impressão de que se nos limitarmos à visão demasiado realista do mundo e se nos contentarmos sempre com o presente, isto fica torna-se um bocado monótono, tipo filme a preto e branco.
Mas isto é só uma opinião que tenho cá para mim - prefiro pensar nas coisas com cores vivas.

Sunday, March 7, 2010

Long time no see

Não foram raras as vezes que, sobretudo nestes últimos anos, nos perguntámos sobre o que seria feito deste ou daquela. Nós, as que continuávamos a falar, a ver-nos regularmente e a seguir as vidas umas das outras, tínhamos talvez mais essa capacidade de fantasiar, investigar e interrogar-nos sobre as suas vidas e os seus percursos. De vez em quando, lá íamos sabendo de algumas novidades pela amiga-do-primo-do-amigo ou lá nos cruzávamos nos sítios habitualmente frequentados pela nossa geração (se bem que a maior parte das vezes, imperava a vergonha ou aquela sensação do 'ela já não se deve lembrar de mim').
Mas as tecnologias e alguns encontros imediatos aproximaram-nos e possibilitaram que, finalmente, conseguíssemos juntar um bom número para um reencontro ao fim de 13 anos para maior parte, e de 15 ou 17 para alguns... Foi estranho, foi. Cada um seguiu o seu percurso, mas ninguém se perdeu pelo caminho. Mais giro foi perceber que - ao fim de tantos anos e tantas divergências em alguns caminhos percorridos - afinal aqueles anos, aquela educação, aquela infância e todas as recordações dela, serviram de base ou ponto de referência para um desenvolvimento não assim tão diferente. Não sei se foram de facto as emoções a falar mais alto, mas a verdade é que já me senti bem mais distante de pessoas por vezes aparentemente mais próximas. Contas feitas, é para repetir e está provado que os anos podem não ser o suficiente para arrefecer certas coisas - felizmente.

Saturday, March 6, 2010

Bon Voyage

A I. foi-se embora hoje. Não que tenha ido para muito longe e até foi com volta marcada para breve. Mas o ir é sempre o ir, e há-de sempre sempre o contrário de ficar. E se não for simplesmente de férias, ainda que só que por 3 meses, é sempre uma coisa diferente.
Lembro-me dos dias que antecederam a minha ida para Barcelona; lembro-me daquela manhã e da única pessoa com quem chorei à despedida - talvez a menos provável. Lembro-me de ir, de chegar, de demorar a realizar. E lembro-me de ter saudades e sentir os primeiros "vazios". Mas depois era tudo novo, e havia pessoas novas, e sempre mil coisas para fazer - e tudo foi preenchendo cada minuto daqueles 10 meses que foram, sem dúvida, dos melhores até hoje.
Quando fui não sabia quando ia voltar; o máximo eram os 10 meses, é certo, mas podiam ter sido menos. Se fosse hoje, voltava a fazer o mesmo, sem hesitar um segundo - e agradeço todos os dias pelo que, mesmo nos momentos menos bons, me fez ficar até ao fim. Se fosse hoje, tentaria aproveitar ainda melhor todos os dias que vivi naquela cidade - não sei se era possível, mas tentaria.
O que é certo é que em Espanha, em França, ou noutro sítio qualquer, o ir, o sair, há-de ser sempre uma experiência. Há-de significar aprendizagem, novidade, conhecimentos... e isso, que eu saiba, é sempre bom.

Boa sorte, I.

Thursday, March 4, 2010

E pronto,

já posso ser feliz outra vez - mais uma viagem marcada (suspiro).